O sacerdote (e o diácono), de paramentos vermelhos
como para a Missa, aproxima-se do altar, faz-lhe reverência e prostra-se ou ajoelha-se. Todos
ajoelham-se e rezam em silêncio por alguns instantes.
Após, todos se levantam e o sacerdote se dirige para a
sua cadeira. Voltado para o povo e de mãos unidas,
diz a oração:
1. Oração
P. Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus
Cristo destruístes a morte que o primeiro pecado transmitiu a todo o gênero humano. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso
Filho e, assim como trouxemos pela natureza a
imagem do homem terrestre, possamos manter
pela graça a imagem do homem celeste. Por
Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
2. Primeira Leitura
Leitura do Livro do Profeta Isaías
Ei-lo, o meu Servo será bem-sucedido; sua
ascensão será ao mais alto grau. Assim como
muitos ficaram pasmados ao vê-lo — tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem
ou ter aspecto humano —, do mesmo modo
ele espalhará sua fama entre os povos. Diante
dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo
que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas
que jamais ouviram. Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? Diante do Senhor
ele cresceu como renovo de planta ou como
raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que
nos agradasse. Era desprezado como o último
dos mortais, homem coberto de dores, cheio
de sofrimentos; passando por ele, tapávamos
o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso
dele. A verdade é que ele tomava sobre si nossas
enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores;
e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! Mas ele foi ferido por
causa de nossos pecados, esmagado por causa
de nossos crimes; a punição a ele imposta era
o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da
nossa cura. Todos nós vagávamos como ovelhas
desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e
o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos
nós. Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu
a boca; como cordeiro levado ao matadouro
ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele
não abriu a boca. Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia
com sua história de origem? Ele foi eliminado
do mundo dos vivos; e por causa do pecado
do meu povo, foi golpeado até morrer. Deram -lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre
os ricos, porque ele não praticou o mal, nem se
encontrou falsidade em suas palavras. O Senhor
quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua
vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do
Senhor. Por esta vida de sofrimento, alcançará
luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o Justo,
fará justos inúmeros homens, carregando sobre
si suas culpas. Por isso, compartilharei com
ele multidões e ele repartirá suas riquezas com
os valentes seguidores, pois entregou o corpo à
morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na
verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia
em favor dos pecadores.
Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
3. Salmo Responsorial
REFRÃO: Ó Pai, em tuas mãos eu entrego
o meu espírito.
1. Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente!
Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! R
2. Tornei-me o opróbrio do inimigo, o desprezo e zombaria dos vizinhos, e objeto de
pavor para os amigos; fogem de mim os que
me veem pela rua. Os corações me esqueceram
como um morto, e tornei-me como um vaso
espedaçado. R
3. A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego
em vossas mãos o meu destino; libertai-me do
inimigo e do opressor! R
4. Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão! Fortalecei
os corações, tende coragem, todos vós que
ao Senhor vos confiais! R
4. Segunda Leitura
Leitura da Carta aos Hebreus
Irmãos: Temos um sumo sacerdote eminente,
que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por
isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. Com efeito, temos um sumo sacerdote
capaz de se compadecer de nossas fraquezas,
pois ele mesmo foi provado em tudo como nós,
com exceção do pecado. Aproximemo-nos
então, com toda a confiança, do trono da graça,
para conseguirmos misericórdia e alcançarmos
a graça de um auxílio no momento oportuno. Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu
preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas,
àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E
foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa
a obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se
causa de salvação eterna para todos os que lhe
obedecem.
Palavra do Senhor.
T. Graças a Deus.
5. Aclamação ao Evangelho
REFRÃO: SALVE, Ó CRISTO OBEDIENTE, SALVE
AMOR ONIPOTENTE, QUE TE ENTREGOU À CRUZ, E
TE RECEBEU NA LUZ!
1. O CRISTO OBEDECEU ATÉ A MORTE, HUMILHOU-SE
E OBEDECEU O BOM JESUS, HUMILHOU-SE E OBEDECEU
SERENO E FORTE, HUMILHOU-SE E OBEDECEU ATÉ
A CRUZ.
2. POR ISSO O PAI DO CÉU O EXALTOU, EXALTOU-O
E LHE DEU UM GRANDE NOME, EXALTOU-O E LHE
DEU PODER E GLÓRIA, DIANTE DELE CÉUS E TERRA SE
AJOELHEM!
Anuncio da Paixão
(† celebrante; C = 1o
leitor;
S = 2o
leitor; T = assembleia)
As partes indicadas para o presidente podem ser feitas por um diácono ou outro sacerdote.
Narrador: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.
Naquele tempo, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
Pres: “A quem procurais?”
Narrador: Responderam:
Ass: “A Jesus, o Nazareno”.
Narrador: Ele disse:
Pres: “Sou eu”.
Narrador: Judas, o traidor, estava junto com eles. Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. De novo lhes perguntou:
Pres: “A quem procurais?”
Narrador: Eles responderam:
Ass: “A Jesus, o Nazareno”.
Narrador: Jesus respondeu:
Pres: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
Narrador: Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
Pres: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.
Narrador: Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. Então Jesus disse a Pedro:
Pres: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”
Narrador: Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
Leitor: “É preferível que um só morra pelo povo”.
Narrador: Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. A criada que guardava a porta disse a Pedro:
Leitor: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”
Narrador: Ele respondeu:
Leitor: “Não”.
Narrador: Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. Jesus lhe respondeu:
Pres: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.
Narrador: Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
Leitor: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”
Narrador: Respondeu-lhe Jesus:
Pres: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”
Narrador: Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
Leitor: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”
Narrador: Pedro negou:
Leitor: “Não!”
Narrador: Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
Leitor: “Será que não te vi no jardim com ele?”
Narrador: Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
Leitor: “Que acusação apresentais contra este homem?”
Narrador: Eles responderam:
Ass: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
Narrador: Pilatos disse:
Leitor: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.
Narrador: Os judeus lhe responderam:
Ass: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.
Narrador: Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
Leitor: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador: Jesus respondeu:
Pres: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Narrador: Pilatos falou:
Leitor: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”.
Narrador: Jesus respondeu:
Pres: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
Narrador: Pilatos disse a Jesus:
Leitor: “Então, tu és rei?”
Narrador: Jesus respondeu:
Pres: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
Narrador: Pilatos disse a Jesus:
Leitor: “O que é a verdade?”
Narrador: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
Leitor: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”
Narrador: Então, começaram a gritar de novo:
Ass: “Este não, mas Barrabás!”
Narrador: Barrabás era um bandido. Então Pilatos mandou flagelar Jesus. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, aproximavam-se dele e diziam:
Ass: “Viva o rei dos judeus!”
Narrador: E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
Leitor: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”.
Narrador: Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
Leitor: “Eis o homem!”
Narrador: Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
Ass: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Narrador: Pilatos respondeu:
Leitor: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.
Narrador: Os judeus responderam:
Ass: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.
Narrador: Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
Leitor: “De onde és tu?”
Narrador: Jesus ficou calado. Então Pilatos disse:
Leitor: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”
Narrador: Jesus respondeu:
Pres: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.
Narrador: Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
Ass: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.
Narrador: Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
Leitor: “Eis o vosso rei!”
Narrador: Eles, porém, gritavam:
Ass: “Fora! Fora! Crucifica-o!”
Narrador: Pilatos disse:
Leitor: “Hei de crucificar o vosso rei?”
Narrador: Os sumos sacerdotes responderam:
Ass: “Não temos outro rei senão César”.
Narrador: Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:
Ass: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.
Narrador: Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
Leitor: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.
Narrador: Pilatos respondeu:
Leitor: “O que escrevi, está escrito”.
Narrador: Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. Disseram então entre si:
Leitor: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.
Narrador: Assim se cumpria a Escritura que diz:
Ass: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.
Narrador: Assim procederam os soldados. Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
Pres: “Mulher, este é o teu filho”.
Narrador: Depois disse ao discípulo:
Pres: “Esta é a tua mãe”.
Narrador: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
Pres: “Tenho sede”.
Narrador: Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse:
Pres: “Tudo está consumado”.
Narrador: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
Todos se ajoelham e permanecem uns instantes em silêncio.
Narrador: Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Ass: Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro;
Narrador: e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz:
Ass: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”.
Narrador: E outra Escritura ainda diz:
Ass: “Olharão para aquele que transpassaram”.
Narrador: Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
Naquele tempo, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
Pres: “A quem procurais?”
Narrador: Responderam:
Ass: “A Jesus, o Nazareno”.
Narrador: Ele disse:
Pres: “Sou eu”.
Narrador: Judas, o traidor, estava junto com eles. Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. De novo lhes perguntou:
Pres: “A quem procurais?”
Narrador: Eles responderam:
Ass: “A Jesus, o Nazareno”.
Narrador: Jesus respondeu:
Pres: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
Narrador: Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
Pres: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.
Narrador: Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. Então Jesus disse a Pedro:
Pres: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”
Narrador: Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
Leitor: “É preferível que um só morra pelo povo”.
Narrador: Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. A criada que guardava a porta disse a Pedro:
Leitor: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”
Narrador: Ele respondeu:
Leitor: “Não”.
Narrador: Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. Jesus lhe respondeu:
Pres: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.
Narrador: Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
Leitor: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”
Narrador: Respondeu-lhe Jesus:
Pres: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”
Narrador: Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
Leitor: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”
Narrador: Pedro negou:
Leitor: “Não!”
Narrador: Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
Leitor: “Será que não te vi no jardim com ele?”
Narrador: Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
Leitor: “Que acusação apresentais contra este homem?”
Narrador: Eles responderam:
Ass: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
Narrador: Pilatos disse:
Leitor: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.
Narrador: Os judeus lhe responderam:
Ass: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.
Narrador: Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
Leitor: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador: Jesus respondeu:
Pres: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Narrador: Pilatos falou:
Leitor: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”.
Narrador: Jesus respondeu:
Pres: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
Narrador: Pilatos disse a Jesus:
Leitor: “Então, tu és rei?”
Narrador: Jesus respondeu:
Pres: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
Narrador: Pilatos disse a Jesus:
Leitor: “O que é a verdade?”
Narrador: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
Leitor: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”
Ass: “Este não, mas Barrabás!”
Narrador: Barrabás era um bandido. Então Pilatos mandou flagelar Jesus. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, aproximavam-se dele e diziam:
Ass: “Viva o rei dos judeus!”
Narrador: E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
Leitor: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”.
Narrador: Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
Leitor: “Eis o homem!”
Narrador: Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
Ass: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Narrador: Pilatos respondeu:
Leitor: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.
Narrador: Os judeus responderam:
Ass: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.
Narrador: Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
Leitor: “De onde és tu?”
Narrador: Jesus ficou calado. Então Pilatos disse:
Leitor: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”
Narrador: Jesus respondeu:
Pres: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.
Narrador: Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
Ass: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.
Narrador: Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
Leitor: “Eis o vosso rei!”
Narrador: Eles, porém, gritavam:
Ass: “Fora! Fora! Crucifica-o!”
Narrador: Pilatos disse:
Leitor: “Hei de crucificar o vosso rei?”
Narrador: Os sumos sacerdotes responderam:
Ass: “Não temos outro rei senão César”.
Narrador: Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:
Ass: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.
Narrador: Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
Leitor: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.
Leitor: “O que escrevi, está escrito”.
Leitor: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.
Narrador: Assim se cumpria a Escritura que diz:
Ass: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.
Narrador: Assim procederam os soldados. Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
Pres: “Mulher, este é o teu filho”.
Narrador: Depois disse ao discípulo:
Pres: “Esta é a tua mãe”.
Narrador: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
Pres: “Tenho sede”.
Narrador: Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse:
Pres: “Tudo está consumado”.
Narrador: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
Todos se ajoelham e permanecem uns instantes em silêncio.
Narrador: Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Ass: Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro;
Narrador: e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz:
Ass: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”.
Narrador: E outra Escritura ainda diz:
Ass: “Olharão para aquele que transpassaram”.
Narrador: Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
Palavra da Salvação
T. Glória a vós, Senhor.
T. Glória a vós, Senhor.
-Homilia-
6. Oração Universal
L. Associando-se à oração sacerdotal de Cristo,
toda a Igreja é chamada à oração por todas as
pessoas e por todo o mundo porque o amor do
Senhor inclui e acolhe a todos.
O diácono, se houver, ou em sua ausência, um
ministro leigo, junto ao ambão, faz o convite que
exprime a intenção. Em seguida todos oram por
algum tempo em silêncio; depois o sacerdote, de pé
junto à cadeira ou, se for oportuno, ao altar, de braços
abertos, diz a oração. Durante todo o tempo das
orações, os fiéis podem ficar ou ajoelhados ou de pé.
1. Pela Santa Igreja
L. Oremos, irmãos e irmãs caríssimos, pela
santa Igreja de Deus: que o Senhor e nosso Deus
lhe dê a paz e a unidade, que ele a proteja por
toda a terra e nos conceda uma vida calma e
tranquila, para sua própria glória
Reza-se em silêncio.
P. Deus eterno e todo-poderoso, que em Cristo
revelastes a vossa glória a todos os povos, velai
sobre a obra do vosso amor, para que vossa
Igreja, presente no mundo inteiro, persevere
inabalável na fé e proclame sempre o vosso
nome. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
2. Pelo Papa
L. Oremos pelo nosso santo Padre, o Papa
Urbano, para que Deus nosso Senhor, que
o escolheu para o episcopado, o conserve são
e salvo à frente da sua Igreja, para governar o
povo santo de Deus.
Reza-se em silêncio.
P. Deus eterno e todo-poderoso, em cuja sabedoria tudo tem seu fundamento, dignai-vos
escutar nossos pedidos e protegei com amor
o Pontífice que escolhestes, para que o povo
cristão, que governais por meio dele, possa
crescer em sua fé. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
3. Por todos os membros da Igreja
L. Oremos pelo nosso Bispo Agnelo, por
todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja
e por todo o povo fiel.
Reza-se em silêncio.
P. Deus eterno e todo-poderoso, que santificais
e governais pelo vosso Espírito todo o corpo da
Igreja, escutai as súplicas que vos dirigimos
pelos vossos ministros, e fazei que todos, pelo
dom da vossa graça, vos sirvam com fidelidade.
Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
4. Pelos catecúmenos
L. Oremos pelos (nossos) catecúmenos: que o
Senhor e nosso Deus abra os ouvidos dos seus
corações e a porta da misericórdia, para que,
tendo recebido nas águas do batismo o perdão
de todos os seus pecados, sejam incorporados
no Cristo Jesus, nosso Senhor.
Reza-se em silêncio.
P. Deus eterno e todo-poderoso, que por novos
filhos e filhas tornais fecunda a vossa Igreja,
aumentai a fé e o entendimento dos (nossos)
catecúmenos, para que, renascidos na fonte do
batismo, sejam contados entre os vossos filhos
adotivos. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
5. Pela unidade dos cristãos
L. Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs
que creem no Cristo, para que nosso Deus e
Senhor se digne reunir e conservar na unidade da
sua Igreja todos os que vivem segundo a verdade.
Reza-se em silêncio.
P. Deus eterno e todo-poderoso, que reunis o
que está disperso e conservais o que está unido,
velai sobre o rebanho do vosso Filho. Que a
integridade da fé e os laços da caridade unam
os que foram consagrados por um só Batismo.
Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
6. Pelos Judeus
L. Oremos pelos Judeus, aos quais o Senhor
nosso Deus falou em primeiro lugar, para que
lhes conceda crescer na fidelidade de sua aliança
e no amor do seu nome.
Reza-se em silêncio.
P. Deus eterno e todo-poderoso, que fizestes
vossas promessas a Abraão e seus descendentes,
escutai benigno as preces da vossa Igreja. Que
o povo da primeira aliança chegue à plenitude
da redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
7. Pelos que não creem em Cristo
L. Oremos pelos que não creem em Cristo, para
que, iluminados pelo Espírito Santo, possam
também eles ingressar no caminho da salvação
Reza-se em silêncio.
P. Deus eterno e todo-poderoso, dai aos que
não creem em Cristo, que, caminhando sob o
vosso olhar com sinceridade de coração, encontrem a verdade. E nós, amando-nos melhor uns
aos outros, participando com maior solicitude
do mistério da vossa vida, sejamos no mundo
testemunhas mais fiéis da vossa bondade. Por
Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
8. Pelos que não creem em Deus
L. Oremos pelos que não reconhecem a Deus,
para que, buscando de coração sincero o que
é reto, mereçam chegar ao Deus verdadeiro.
Reza-se em silêncio.
P. Deus eterno e todo-poderoso, vós criastes
todos os seres humanos e pusestes em seu
coração o desejo de procurar-vos para que,
tendo-vos encontrado, só em vós achassem
repouso. Concedei que, entre as dificuldades
deste mundo, discernindo os sinais da vossa
bondade e vendo o testemunho das boas obras
daqueles que creem em vós, tenham a alegria
de proclamar que sois o único Deus verdadeiro
e Pai de todos os seres humanos. Por Cristo,
nosso Senhor.
T. Amém.
9. Pelos governantes
L. Oremos por todos os governantes: que Deus
nosso Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija
o espírito e o coração para a verdadeira paz e
liberdade de todos.
Reza-se em silêncio.
P. Deus eterno e todo-poderoso, que tendes na
mão os corações dos seres humanos e os direitos
dos povos, olhai com bondade aqueles que nos
governam. Que por vossa graça se consolidem
por toda a terra a prosperidade das nações, a
segurança da paz, e a liberdade religiosa. Por
Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
10. Por todos os que sofrem
L. Oremos, amados irmãos e irmãs, a Deus Pai
todo-poderoso, que livre o mundo de todo erro,
expulse as doenças e afugente a fome, abra as
prisões e liberte os cativos, vele pela segurança
dos viajantes, repatrie os exilados, dê a saúde
aos doentes e a salvação aos que agonizam.
Reza-se em silêncio.
P. Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam.
Cheguem até vós as preces dos que clamam
em sua aflição, sejam quais forem os seus
sofrimentos, para que em suas provações se
alegrem com o socorro da vossa misericórdia.
Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
Apresentação da Cruz
O sacerdote ou diácono, ladeado por ministros com
velas acesas, descobre a parte superior da cruz, depois
seu lado direito e, por fim, toda a cruz, cantando ou
recitando a antífona abaixo, à qual o povo responde:
P. Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo.
T. Vinde, adoremos!
Adoração da Santa Cruz
REFRÃO: VITÓRIA! TU REINARÁS! Ó CRUZ! TU
NOS SALVARÁS!
1. NÓS VAMOS À CIDADE
E LÁ EU IREI SOFRER
SEREI CRUCIFICADO
MAS HEI DE REVIVER!
2. VOCÊS NÃO SÃO DO MUNDO
DO MUNDO OS ESCOLHI!
SE O MUNDO OS ODEIA
PRIMEIRO ODIOU A MIM!
3. VOCÊS VÃO TER NO MUNDO
TRISTEZAS E AFLIÇÃO
MAS EU VENCI O MUNDO
CORAGEM E VENCERÃO!
Estende-se uma tolha sobre o altar e o Santíssimo
Sacramento (na âmbula) ladeado de velas é conduzido
pelo diácono ou na falta dele, o próprio sacerdote com o véu
umeral pelo caminho mais curto até o altar e em silêncio.
7. Sagrada Comunhão
P. Somos chamados filhos de Deus e realmente o somos, por isso, podemos rezar confiantes:
T. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
C. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
P. Quem come minha Carne e bebe meu Sangue permanece em mim e eu nele. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
T. Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
8. Cântico de Comunhão
Refrão: EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA,
QUE TODOS TENHAM VIDA PLENAMENTE.
1. RECONSTRÓI A TUA VIDA
EM COMUNHÃO COM TEU SENHOR;
RECONSTRÓI A TUA VIDA
EM COMUNHÃO COM TEU IRMÃO:
ONDE ESTÁ O TEU IRMÃO,
EU ESTOU PRESENTE NELE.
2. EU PASSEI FAZENDO O BEM,
EU CUREI TODOS OS MALES
HOJE ÉS MINHA PRESENÇA
JUNTO A TODO SOFREDOR:
ONDE SOFRE O TEU IRMÃO,
EU ESTOU SOFRENDO NELE.
3. ENTREGUEI A MINHA VIDA
PELA SALVAÇÃO DE TODOS
RECONSTRÓI, PROTEGE A VIDA
DE INDEFESOS E INOCENTES:
ONDE MORRE O TEU IRMÃO,
EU ESTOU MORRENDO NELE.
4. VIM BUSCAR E VIM SALVAR
O QUE ESTAVA JÁ PERDIDO
BUSCA, SALVA E RECONDUZE
A QUEM PERDEU TODA A ESPERANÇA:
ONDE SALVAS TEU IRMÃO,
TU ME ESTÁS SALVANDO NELE.
QUE TODOS TENHAM VIDA PLENAMENTE.
1. RECONSTRÓI A TUA VIDA
EM COMUNHÃO COM TEU SENHOR;
RECONSTRÓI A TUA VIDA
EM COMUNHÃO COM TEU IRMÃO:
ONDE ESTÁ O TEU IRMÃO,
EU ESTOU PRESENTE NELE.
2. EU PASSEI FAZENDO O BEM,
EU CUREI TODOS OS MALES
HOJE ÉS MINHA PRESENÇA
JUNTO A TODO SOFREDOR:
ONDE SOFRE O TEU IRMÃO,
EU ESTOU SOFRENDO NELE.
3. ENTREGUEI A MINHA VIDA
PELA SALVAÇÃO DE TODOS
RECONSTRÓI, PROTEGE A VIDA
DE INDEFESOS E INOCENTES:
ONDE MORRE O TEU IRMÃO,
EU ESTOU MORRENDO NELE.
4. VIM BUSCAR E VIM SALVAR
O QUE ESTAVA JÁ PERDIDO
BUSCA, SALVA E RECONDUZE
A QUEM PERDEU TODA A ESPERANÇA:
ONDE SALVAS TEU IRMÃO,
TU ME ESTÁS SALVANDO NELE.
9. Depois da Comunhão
P. OREMOS: Ó DEUS ETERNO E TODO-PODEROSO,
que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra da
vossa misericórdia, para que, pela participação
neste mistério, vos consagremos sempre a nossa
vida. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
10. Oração Sobre o Povo
P. Que a vossa bênção, Senhor, desça copiosa
sobre o vosso povo, que acaba de celebrar a morte do vosso Filho na esperança da sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso
consolo, cresça a fé verdadeira e a redenção
eterna se confirme. Por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.
E todos, feita uma genuflexão diante da Cruz, retiram-se
em silêncio. Depois da celebração, o altar é desnudado,
deixando-se, todavia, sobre ele a Cruz com dois ou quatro
castiçais.
